‘Emergência’ na arbitragem
A arbitragem esteve sempre em ‘estado de emergência’ no nosso país. A exemplo da época de pandemia que vivemos, existem opiniões para todos os gostos. Os negacionistas olham sempre com desconfiança para a realidade, os técnicos regem-se pelas regras e o povo escolhe o lado que mais convém perante as circunstâncias. O futebol é propício aos ‘analfabetos’ que, nos últimos tempos, conquistaram o espaço mediático para espalhar o ódio e a desconfiança. É tempo de acabar com as acusações que ultrapassam os limites do razoável. Expressões como ‘fomos roubados’, ‘estão vendidos’, ‘são ladrões’ demonstram a falta de ética e de caráter de personalidades que nada acrescentam de positivo à opinião pública. O nível do discurso, quando se trata de arbitragem e dos árbitros, é do mais ‘rasca’ que existe no nosso país e devia envergonhar toda a sociedade desportiva. Falar sobre as leis de jogo requer conhecimento e obriga a vestir a camisola da arbitragem, abdicando das cores que ofuscam o discernimento. Falem do futebol positivo, comentem as táticas e os méritos/falhas dos jogadores e treinadores. Não conheço nenhum advogado que se limita a atacar os juízes como forma de esconder os defeitos do seu ‘cliente’. O futebol não é perfeito, nem alguma vez vai existir uma arbitragem perfeita.
