Erros imaginários

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No futebol português, um clássico, normalmente, é sinónimo de polémica em relação aos desempenhos das equipas de arbitragem. É garantido que, independentemente do desempenho do árbitro, todos se preparam para a crítica fácil, que tanto jeito dá, para justificar os fracassos. O clássico da jornada passada não foi exceção. João Pinheiro teve um bom desempenho mas, apesar disso, foi aparecendo um rol de críticas sem qualquer enquadramento nas leis de jogo. A qualidade do encontro é renegada para o esquecimento, não valorizam a competitividade das equipas, praticamente ignoram as boas jogadas, pouco falam das grandes defesas dos guarda-redes de ambas as equipas, das leituras inteligentes dos treinadores ao longo da partida... Tudo isto não interessa, é secundário, aliás, arrisco afirmar que até torna-se 'ofensivo' falar de futebol no nosso país. A imaginação é muito fértil quando inventam casos ao dissecar um simples desviar do pé, uma mão aberta ou punho fechado, um cerrar de dentes para justificar uma imaginária expulsão, vale tudo quando o interesse é destabilizar e descredibilizar uma arbitragem de qualidade. Há quem dê tiros para o ar para desviar as atenções após um insucesso, mas, mais grave, é existir quem dá tiros nos pés de forma consciente e irresponsável.

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