O futebol português foi notícia a nível internacional, fruto da propaganda dos clubes no sentido de denegrir a arbitragem portuguesa. As críticas, sem sentido, foram consequência de uma arbitragem onde a equipa de arbitragem não cometeu erros com influência no resultado. André Narciso não ficou isento de erros, mas decidiu bem os lances principais, destacando o penálti assinalado sem recurso ao Vídeo-Árbitro. A imprensa internacional, que aceitou as ‘queixinhas’ dos clubes, deu palco a críticas dos clubes portugueses sobre a arbitragem lusa, quando deviam avaliar a qualidade dos seus próprios árbitros e dos muitos erros que cometem. A pressão sobre a arbitragem e o ambiente tóxico alimentado pelos clubes já ultrapassou as fronteiras, mas ainda não chegou à Liga Portugal nem à Federação Portuguesa de Futebol. As instituições que gerem o futebol português permanecem ausentes da realidade, ao ponto de os clubes recorrerem diretamente ao Governo, ignorando totalmente a Liga e a Federação. Os árbitros, ao contrário dos seus líderes, não se podem esconder em eventos e festas, nem têm um ‘orçamento ilimitado’ para tratar das suas imagens e respetivos egos. Os árbitros, apesar de todas as críticas e da ausência de liderança, devem estar focados nos seus desempenhos, evitando cometer erros com influência nos resultados e ignorando o ‘lamaçal’ tão propício aos clubes.