‘Experts’ em opinar

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A arbitragem é mais importante do que o futebol português. Esta afirmação espelha bem a falta de maturidade desportiva de muitos dos protagonistas do futebol português. Curiosamente, os únicos que não falam de arbitragem são os árbitros. Aliás, eles não falam de nada. A FIFA ‘calou’ os árbitros através de regulamentos impostos pelas federações numa medida que ninguém entende nos dias de hoje. Quem proíbe os árbitros de falar são os mesmos que não punem devidamente quem fala dos árbitros/arbitragem. A balança da justiça desportiva tem um prato demasiado pesado que não dá margem para o equilíbrio necessário para um desporto saudável. Talvez por isso não se fala do verdadeiro espetáculo, dos jogadores, das jogadas, etc. A arbitragem é o centro das atenções, fazendo dos árbitros falsas ‘estrelas’ cujo brilho é ofuscado pela ignorância e maldade das opiniões. Num turbilhão de desconhecimento, todos opinam, desde o mais humilde até aos mais instruídos em tudo, menos em arbitragem. Na última jornada, tivemos um caso que importa esclarecer do ponto de vista de quem está no prato mais leve da balança. Em Moreira de Cónegos, assistimos a um lance que motivou dúvidas em relação ao protocolo do vídeo-árbitro. André Pereira, após cabecear a bola, é ‘atropelado’ de forma negligente junto à área. A infração causou, ao infrator, uma lesão na face, obrigando-o a sair para estancar o sangue. O contacto terá sido junto à linha, ficando a dúvida se era dentro ou fora. Jorge Sousa não pune a infração e o vídeo-árbitro decide intervir. Devia ou não?! Claro que devia. Numa infração clara, com a dúvida de se era fora ou em cima da linha, era de ‘bom senso’ alertar o árbitro principal. Terá o VAR de assumir uma decisão (dentro ou fora) quando é o árbitro a ter a decisão final?

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