Falta de coragem ou proteção
O Conselho de Arbitragem, supostamente, deu indicações aos árbitros para se dirigirem para os balneários logo após o encontro terminar. Situação invulgar que aconteceu após a falta de coragem dos árbitros em punir disciplinarmente os jogadores que ameaçaram e injuriaram no final dos jogos. Recordo que a lei permite aos árbitros punirem disciplinarmente, fazendo uso dos cartões, após o jogo terminar desde que estejam árbitros e prevaricadores dentro do terreno de jogo. A decisão de se dirigirem para os balneários será uma forma de proteção dos árbitros ou medo que mais algum não tenha coragem de aplicar a lei? Será que deixar a responsabilidade para o 4.º árbitro, elemento que não tem o poder de punir com a exibição dos cartões, não é uma forma de desvirtuar as leis de jogo? Será que o 4.º árbitro ao ser injuriado e/ou ameaçado irá mencionar no relatório quando o chefe de equipa se demitiu dessa função? O futebol português tem de evoluir no sentido de proibir a entrada dos elementos dos bancos de suplentes no terreno de jogo após o jogo terminar. Quem não faz falta em campo durante o jogo, não passa a ser útil após o jogo terminar e não tem que utilizar o argumento que vai apertar a mão ao árbitro quando a vontade é ‘apertar o pescoço’. É sempre um risco, nunca se sabe, até que um dia acontece mesmo. É caso para afirmar, se não podes com eles, mais vale fugires. Inimaginável ao ridículo a que chegamos, só falta a polícia de choque armada para proteger a equipa de arbitragem.
