Futebol à Portuguesa

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O nosso campeonato espelha bem o espírito português a todos os níveis. A última jornada foi o perfeito exemplo da falta de qualidade do espetáculo que todos teimam em querer “vender” como um dos melhores da europa. São raros os jogos que se iniciam à hora marcada, bem típico do português, onde dá sempre tempo para tudo. Em Vila do Conde assistimos a uma transmissão televisiva às “escuras” devido à falta de iluminação suficiente no estádio, um “pequeno” pormenor que a organização continua a ignorar ao marcar jogos noturnos. Em Viseu, a transmissão brindou-nos com imagens contra o sol, onde nem as linhas do terreno de jogo eram visíveis e a identificação dos jogadores pareciam nem existir. Em Arouca, um golo foi validado após uma alegada infração, por braço na face, na fase de ataque, algo que nunca iremos saber se aconteceu, visto que, a transmissão televisiva não exibiu imagens com ângulo/qualidade suficiente para analisar se a decisão foi a mais correta. Nada disto é importa quando o mais importante, nas eternas discussões, são os alegados erros de arbitragem, muitos deles inventados à medida e aproveitando a falta de qualidade das imagens/repetições. Enquanto esta falta de qualidade interessar, vamos continuar na “idade da pedra” convencidos que somos dos melhores da Europa. Em Portugal, mil palavras valem bem mais que uma boa imagem.

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