Impacto e Intensidade

Nas últimas jornadas as palavras "impacto" e "intensidade" foram muito utilizadas para justificar opiniões, muitas vezes contrárias, entrando sempre no âmbito da interpretação. As dinâmicas de jogo, cada vez mais apuradas e treinadas, proporcionam vários contactos ‘normais’ entre jogadores, os quais, na maioria dos casos, não têm qualquer tipo de punição técnica e disciplinar. Os árbitros têm por missão interpretar todos esses contactos, enquadrando-os como normais (sem infração), imprudentes (livre direto), negligentes (livre e amarelo) e falta grosseira (livre e vermelho). Essa análise é constante ao longo de todo o jogo e obriga a uma elevada concentração por parte da equipa de arbitragem. A dificuldade aumenta quando temos jogadores que insistem em ludibriar, muitas vezes exagerando nas quedas e nas simulações, obrigando os árbitros, por diversas vezes, a decidirem perante pressupostos enganadores que desvirtuam a verdade desportiva. A tendência é a crítica fácil a quem toma a decisão e, quase sempre, na valorização das atitudes (erradas) dos jogadores. Medir o impacto e a intensidade numa situação onde um jogador utiliza essas estratégias enganadoras, aumenta a probabilidade do árbitro errar. Todos, sem exceção, deveríamos defender a verdade desportiva e eliminar comportamentos que não dignificam o futebol.

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