(In)coerência do VAR

Adicione como fonte preferencial no Google

Esta época temos assistido a uma mudança significativa na forma de utilização do vídeo-árbitro. O Mundial serviu para mostrar ao Mundo a forma mais correta de utilizar uma ferramenta que, na temporada transata, foi mais um foco de instabilidade no futebol português. A ‘incoerência’ do VAR no passado justificou críticas de alguns agentes do futebol. Esta época, os ‘papéis’ inverteram-se e a coerência do vídeo-árbitro tem sido uma realidade, contrastando com algumas opiniões incoerentes. A uniformidade dos critérios utilizados pelas equipas de arbitragem sempre foi o grande problema para a credibilidade do sector. Decisões diferentes em situações ‘idênticas’ não eram bem aceites pela sociedade desportiva e fragilizavam toda a arbitragem. O exemplo mais concreto aconteceu nesta última jornada, em que assistimos, no mesmo jogo, a importantes decisões que contribuíram para a verdade desportiva. O jogo no Estádio Nacional do Jamor foi o perfeito exemplo da coerência de uma equipa de arbitragem: decidiram de igual forma situações duvidosas, mas idênticas na sua punição, para ambas as equipas. As situações das mãos/braços em contacto com a bola raramente são claras e inequívocas e são muitos os fatores a ter em consideração que podem fazer a diferença na decisão entre um e outro lance. Esta complexidade é o que alimenta a incoerência ‘propositada’ de quem tem interesse em manter a arbitragem frágil e sob suspeita, utilizando-a sempre como desculpa para os insucessos desportivos. Uma última palavra para ambos os treinadores que tiveram uma excelente atitude, valorizando o critério uniforme utilizado, deixando de lado as dúvidas naturais resultantes deste tipo de lances. Um exemplo a seguir por todos sem exceção.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade