Justiça à medida

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O futebol português está inundado de elementos tóxicos que alimentam ódios e destroem os verdadeiros valores morais do desporto. O esforço em controlar a violência no desporto tem sido evidente nos últimos anos, desde a tentativa de controlar as claques ilegais até à condenação na Justiça de criminosos infiltrados no desporto. Numa fase atípica de pandemia, a ausência de público tem sido reveladora de que a atenção da Justiça desportiva e civil deve ser direcionada para alguns agentes desportivos que demonstram não ter capacidade intelectual para exercer as funções que desempenham. Os árbitros têm feito um esforço para punir esses infratores mas a Justiça desportiva insiste em relativizar e continua a brindar-nos com ‘multinhas’. Está na altura de os agentes da autoridade fazerem o seu trabalho e deixarem de ser meros espectadores em lugar privilegiado. As injúrias, as ameaças e o incitamento à desordem são mais do que suficientes para deter o prevaricador. Qual o motivo para isso não acontecer no futebol? Está também na altura de os árbitros aplicarem a lei e terminarem o jogo em situações idênticas ao que se passou em Portimão. A lei prevê terminar um jogo quando existem agressões (verbais e físicas) e não exista possibilidade de identificar todos os infratores. Haja coragem...

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