Lamaçal de polémicas

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Os árbitros não podem estar imunes às críticas, muitas delas justas, no contexto do futebol. Todos os agentes do futebol são falíveis, mas existem dialéticas demasiado perigosas quando os alvos são as equipas de arbitragem. Lançar para a praça pública a polémica baseada em expressões como 'parece' ou 'dá ideia que' para apontar erros aos árbitros, assumem proporções incontroláveis e colocam, muitas vezes injustamente, os árbitros na mira de clubes e das suas direções de comunicação, que aproveitam essa fragilização, intencional ou não, para 'atacar' toda a estrutura da arbitragem. O comportamento de 'adepto' não pode ter espaço na opinião pública quando existe a 'responsabilidade' de esclarecer as decisões dos árbitros com base nas leis de jogo. A tendência para agradar multidões, ganhar simpatias e/ou eliminar alguns anticorpos é típico na política quando, intencionalmente, um discurso bem elaborado tem o objetivo de agradar a todos sem se comprometer com nada. No comentário desportivo é habitual esse tipo de discursos, eleva-se o carisma utilizando uma dialética rica e estruturada, mas, quando bem espremido, falta o rigor e o comprometimento de uma decisão clara e inequívoca. O 'nim' (nem sim nem não) só tem um objetivo: alimentar um lamaçal de polémica onde muitos gostam de nadar.

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