Lei da Rolha

O Europeu serviu para colocar em prática algumas alterações às leis de jogo. O IFAB decidiu fazer uma ‘pequena’ alteração na forma como os jogadores se relacionam com a equipa de arbitragem dentro do terreno de jogo. A alteração foi apelidada como Lei do Capitão, mas, na prática, nada altera em relação aos poderes do capitão. A lei sempre deu poderes a quem enverga a braçadeira para questionar o árbitro sobre as decisões tomadas em campo. Nada disso mudou, o que alterou foi o reforço que só o capitão pode fazê-lo, ou seja, todos os outros intervenientes ficam impedidos de questionar o árbitro. Uma simples alteração que muda muito a forma como o árbitro gere o jogo, tendo agora suporte na lei para punir disciplinarmente quem questionar/protestar junto da equipa de arbitragem. O impacto dessa alteração foi imediato e bem visível na jornada inicial do campeonato. Tivemos jogos com menos faltas/interrupções, critérios técnicos mais largos e uma conduta muito mais positiva por parte dos jogadores. O futebol português sofreu muitas alterações nos últimos tempos, novos protagonistas apareceram, novas mentalidades uniram-se para defender um bem comum: o futebol. A arbitragem tem de fazer parte desta nova realidade, sem egos insuflados e sem continuar dentro de uma realidade demasiado própria, tem de se posicionar como um aliado na promoção do futebol. Será que todos estão preparados para isso? Fica a questão...

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