Lei é Lei

O livro das leis de jogo é de leitura fácil, mas enganador na complexidade na sua substância. É tentador fazer uma leitura, aparentemente de fácil entendimento, para se auto intitularem “especialistas” em arbitragem. É fácil também atribuir responsabilidade aos especialistas quando o mais adequado era admitir o erro, não pela ignorância, mas pelas acusações feitas e pela responsabilidade de informar. Não concordar com as leis de jogo é legítimo, eu próprio não concordo com tudo, mas sou obrigado a sustentar a minha opinião com base nas leis em vigor e não por aquilo que eu acharia mais justo. Ao longo da época discutimos várias situações de interpretação onde, legitimamente, existiam fatores que podiam sustentar qualquer decisão. Extremar posições em situações onde a lei tornou-se mais clara e especifica é só para alimentar a toxicidade do futebol português. O alegado desconhecimento das leis, por parte dos clubes, mesmo sabendo que o IFAB divulga publicamente todas as alterações e publica-as no livro das leis de jogo, é simplesmente ridículo. É caso para questionar, para que servem os ex-árbitros contratados pelos clubes!? Os árbitros e a estrutura de arbitragem não têm a responsabilidade de “ensinar” os clubes nem os jogadores, estamos num desporto altamente profissional que exige, no mínimo, o conhecimento das leis e de todas as suas atualizações. A ignorância é uma opção dos medíocres quando a realidade não agrada.

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