Lição de arbitragem

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João Pinheiro reapareceu nos grandes jogos e dignificou a arbitragem portuguesa. Os clássicos são sempre jogos com elevado grau de dificuldade para as equipas de arbitragem, mas quando os jogadores contribuem positivamente na disputa do jogo, tudo se torna mais fácil. Não concordo quando afirmam que o melhor elogio para os árbitros é quando não se fala deles, até posso entender esse pensamento, atendendo à forma como a nossa sociedade vive intensamente o futebol e toda a sua envolvência, mas saber elogiar só irá credibilizar uma futura crítica. Os árbitros tiveram que se adaptar ao clima de ódio e de suspeitas, que os clubes fazem questão de manter através dos seus ‘avençados’, para continuarem a evoluir e já deram provas que, num ambiente mais limpo e saudável, são iguais ou até melhores que os tão desejados árbitros estrangeiros. O clássico da última jornada foi um perfeito exemplo de como é possível o futebol português produzir espetáculos de qualidade, com arbitragens ao mesmo nível, desde que todos colaborem para isso. João Pinheiro teve o mérito de perceber que os jogadores de ambas as equipas apenas estavam focados em proporcionar um excelente jogo e, aproveitando a raridade da situação, acabou por dar-nos a todos uma lição de arbitragem. Quando assim é, tudo é mais fácil para, em conjunto, se promover e valorizar o futebol português. A crítica é tão importante como o elogio, difícil é ter capacidade de conciliá-los para algo construtivo.

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