Mentir sem (de)coro
A mentira tem perna curta, mas continua a passar impune sem o devido escrutínio. É muito fácil mentir sobre as opiniões dos especialistas de arbitragem, mesmo vindo de pessoas que deviam ter uma responsabilidade acrescida devido à profissão que desempenham e aos cargos, muitos deles diretivos, que ocupam. É mentira que “TODOS” os especialistas de arbitragem consideraram correta a decisão do árbitro Cláudio Pereira quando assinalou penálti, no Boavista–FC Porto, após a bola bater no braço de Nehuen Pérez vinda de um remate do colega Zé Pedro. É mentira que “TODOS” os especialistas de arbitragem tiveram uma opinião diferente quando João Pinheiro, na Champions, não assinalou penálti num lance idêntico onde a bola bate no braço de João Neves após remate do Vitinha. É mentira que o vídeo árbitro do jogo da Champions era Tiago Martins, essa função foi desempenhada pelo árbitro Italiano Marco Di Bello, com o devido auxílio do Árbitro Português na função de Avar. Todas estas informações são muito fáceis de confirmar, bastava uma simples pesquisa, acessível a qualquer estagiário, para informarem com a verdade. A mentira 'vende' muito mais que a verdade e alimenta as redes sociais com uns vídeos, mas nada disso é mais importante que a credibilidade e o respeito pelo código deontológico que a profissão obriga.
