Mérito(cracia)

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A meritocracia foi uma utopia no seio da arbitragem portuguesa durante muitos anos. Os vestígios ainda são bem visíveis na realidade atual da arbitragem nacional: o mérito foi substituído pela ausência de valores morais que influenciaram as classificações ao longo dos anos. Os desempenhos dos árbitros nos escalões mais baixos não têm o escrutínio exigido e isso refletiu-se nas classificações dos árbitros. Alguns desempenhos dos árbitros, dentro do terreno de jogo, em nada coincidiam com as notas atribuídas pelos técnicos de arbitragem. O peso das associações e a sua capacidade de influência foram determinantes para um aumento injustificável do número de árbitros e assistentes no futebol profissional. Os núcleos de árbitros mantêm a dependência externa para sobreviver, muitas vezes com ‘patrocínios’ nada compatíveis com a atividade que exercem.

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