Meritocracia (In)existente

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O Conselho de Arbitragem decidiu expor as comunicações do VAR nos lances em que o árbitro recorre ao monitor, tudo em nome da transparência. O efeito dessa decisão tornou-se ‘inútil’ no hipotético esclarecimento da opinião pública e, ainda mais grave, condicionou claramente as intervenções do VAR. A exigência da transparência não se resume às decisões tomadas em campo e às respetivas comunicações, é também importante a transparência no processo de escolha dos vídeo-árbitros, não só as nomeações, mas, sobretudo, quais os critérios para promoção ao quadro de vídeo-árbitros? Quais os critérios de avaliação ao longo da época? Como são classificados? São escolhidos exclusivamente pela (boa) vontade do Conselho de Arbitragem ou será a meritocracia o principal fator a considerar? A opção de expor as comunicações só quando o árbitro consulta o monitor é inútil e não passa de uma redundância, ou seja, quando um árbitro vai ao monitor todos nós já sabemos que o VAR não está de acordo com a decisão tomada em campo. Transparência, não é saber exatamente as palavras utilizadas nessa comunicação, é muito mais do que isso. Em todas as situações de análise do VAR existem comunicações entre VAR e árbitro, optar pela ‘transparência’ só quando é utilizado o monitor é claramente uma opção que incentiva ao medo de intervir por parte dos vídeo-árbitros. O que disse o VAR Hugo Miguel ao árbitro João Pinheiro no penálti assinalado na jornada 13? Temos azar, nunca saberemos...

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