Narrativa fabricada
A arbitragem continua a ser o alvo mais fácil de atingir no futebol. A época passada foi a pior, essa é uma realidade que ninguém pode contestar. Uma realidade que, infelizmente, tem tido continuidade também esta época. É muito fácil e pouco inteligente embarcar numa narrativa criada, com o claro objetivo de alguém querer fugir às responsabilidades. É preciso não esquecer que a criação do cargo de Diretor Nacional da Arbitragem, vontade imposta pelo presidente da Federação, retirou ao Conselho de Arbitragem a área da formação/recomendações aos árbitros. Todas as recomendações e todos os critérios nas decisões dos árbitros são da total responsabilidade do Diretor Técnico, não do Conselho de Arbitragem. A cortina de fumo lançada intencionalmente para a opinião pública, mascarada através de uma demissão considerada heróica, não passou de uma manobra de fuga à espera de fazer cair o Conselho de Arbitragem e fugir às responsabilidades. Os árbitros precisam de estabilidade, não podem depender de opiniões de uma só pessoa que, muitas vezes, protege os árbitros mais categorizados em detrimento da arbitragem. Os árbitros não podem ter recomendações do Diretor Técnico que não coincidem com as opiniões das pessoas que os classificam. Desde a época passada os árbitros têm sido vítimas de interesses pessoais, que influenciam claramente os desempenhos em campo. Enquanto tudo isto acontece, andam entretidos a perseguir pessoas, enganados por narrativas fabricadas.