Nível Baixinho
O início do campeonato foi muito promissor em relação à arbitragem e aos desempenhos dos árbitros, mas, nas últimas jornadas, voltamos a assistir a erros que considero inadmissíveis atendendo à existência do VAR. Na última crónica de arbitragem referi as situações que mais dúvidas têm levantado na opinião pública, os pisões e a volumetria. Em Alvalade assistimos a uma arbitragem onde o árbitro insistiu em manter um erro mesmo após ter sido alertado peloVAR e ter visionado as imagens no monitor. A justificação dada verbalmente no estádio desrespeitou todas as indicações existentes em lances de volumetria, demonstrando que o principal objetivo não foi defender a verdade desportiva, mas sim defender-se a si próprio. A maior prova de humildade do árbitro é quando aceita uma opinião e, sem qualquer arrogância, altera uma decisão errada. Fernando Fonseca interceta a bola com o seu braço esquerdo numa ação voluntária de abrir e estender o braço na direção da bola. O árbitro quis focar-se no movimento natural inicial quando o defesa salta para tentar cabecear a bola e ignorou o movimento posterior. Penálti por assinalar com o VAR a intervir de forma correta. No mesmo jogo o defesa Roux cometeu quatro infrações que justificavam ser punidas com cartão amarelo. Roux viu amarelo na primeira dessas infrações e escapou à expulsão, por acumulação, nas outras três. Entre agarrar, pisar ou rasteirar, de forma negligente, escapou só com um simples aviso.
