Nomeações: ciclo viciado

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Na última jornada assistimos a mais um clássico dirigido por Artur Soares Dias e, curiosamente, nas possíveis nomeações surgiu o nome de João Pinheiro. A lógica da nomeação suporta a decisão do Conselho de Arbitragem. Artur Soares Dias e João Pinheiro são os árbitros que normalmente surgem nos primeiros lugares da classificação nas últimas épocas e, pela lógica, para os melhores jogos os melhores árbitros. Desde 2012 temos assistido a um decréscimo de qualidade no quadro de árbitros internacionais, reduzindo com isso o número de árbitros ‘disponíveis’ para os clássicos/dérbis. A simples nomeação para um jogo dessa importância traz uma vantagem para o árbitro nomeado atendendo ao grau de dificuldade do próprio jogo, ou seja, logo na nomeação o árbitro beneficia de um ‘bónus’ na nota atribuída pelo observador. Esta ‘simples’ vantagem pode transformar uma nota negativa para positiva, beneficiando esses árbitros na classificação final. A implementação do VAR deveria ter alterado a lógica das nomeações dos jogos mais importantes, dando oportunidade a outros internacionais de serem nomeados com a segurança de um VAR experiente. Enquanto não existe essa mudança continuaremos a ver sempre os mesmos no topo da tabela e nos jogos mais importantes, imbuídos num ciclo viciado.

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