Nomeações criteriosas
Jornada com arbitragens globalmente positivas e nomeações de árbitros experientes para os principais jogos. Esta gestão feita pelo Conselho de Arbitragem é determinante numa fase em que se aproximam jogos decisivos entre os primeiros classificados. Em Guimarães, Tiago Martins foi demasiado condescendente no aspeto disciplinar, cometendo vários erros, mas sem qualquer influência no resultado. Em Chaves, tivemos um árbitro que beneficiou da sua experiência para gerir o jogo de forma equilibrada, assinalando um penálti corretamente. Em Alvalade, assistimos a uma arbitragem marcada por alguns erros, que poderiam ter alterado o resultado. Rui Costa não contou com a devida assistência do VAR (João Capela) quando não assinalou um penálti sobre Arsénio. A jogada que suscitou mais dúvidas aconteceu quando Iago empurra Bas Dost, ficando a dúvida se a infração era fora ou dentro da área. O árbitro não assinala infração e o Moreirense obtém o golo, alguns minutos depois, sem ter acontecido nenhuma interrupção. O VAR tinha de analisar várias situações, desde a revisão da jogada que precede o golo como também a infração cometida sobre Bas Dost. O golo do Moreirense só seria anulado caso a infração, sobre Dost, fosse cometida dentro da área e/ou se tivesse sido destruída uma clara oportunidade de golo, punida com cartão vermelho. Analisando as imagens verificamos que a infração foi cometida fora da área e, por essa razão, o VAR não pode intervir. Em relação à possibilidade de cartão vermelho, por destruir uma clara oportunidade de golo, um dos fatores decisivos é analisar se o avançado tinha a bola controlada ou grande possibilidade de o fazer, o que, neste caso, não aconteceu. Boa decisão do VAR em validar o golo, apesar do erro claro cometido pelo árbitro.
