Olhar, ver e não punir
Nesta ronda assistimos a um jogo marcado por erros de arbitragem. Era muito importante que fosse exibido nas formações de arbitragem e que o árbitro tivesse que dar explicações a toda a estrutura. A forma como analisam os erros mais graves não funciona para uma estrutura que deve estar unida, com o mesmo sentimento, quando existe o êxito, mas, mais importante, quando o erro acontece. O erro deve ser analisado de forma isenta, independentemente do árbitro que o cometeu. No passado, muitos erros tornaram-se ‘regras’ protegendo o árbitro e justificando as notas, sempre positivas, de observadores. Na Luz, bastou meia hora para perceber o mérito de um treinador, demonstrando o conhecimento das leis de jogo. Weigl foi substituído após cometer várias infrações puníveis com amarelo. A decisão do treinador foi mais rápida e assertiva do que a do próprio árbitro a aplicar as leis de jogo. Aos 22’, Weigl impede uma jogada prometedora, o árbitro viu e puniu. Aos 27’, Weigl impede nova jogada prometedora, o árbitro viu, puniu tecnicamente e quebrou o seu próprio critério disciplinar. Aos 30’, Weigl tem uma entrada negligente sem bola, o árbitro viu, aplicou bem a lei da vantagem e a demora em existir uma interrupção fez ‘esquecer’ a punição disciplinar. Lá dizia o provérbio: "Em terra de cegos, quem tem um olho é rei."
