Opinião viral
A independência é uma das características mais importantes na arbitragem e no futebol em toda a sua transversalidade. Não há lugar para pessoas que decidem em função daquilo que os outros querem ver e ouvir, nem para seguidores de doutrinas sectárias que marcham, demasiadas vezes em uníssono, a caminho do objetivo final. As cartilhas são essenciais para espalhar a propaganda, tornam as opiniões virais e cegam todos aqueles que se predispõem a defender algo em que, muitas vezes, nem acreditam. Na última jornada tivemos uma decisão de arbitragem que suscitou muita polémica. Paulo Vítor tenta socar a bola no momento que David Carmo estava a cabeceá-la. O contacto era inevitável, neste caso, corpo a corpo sem nenhuma evidência de infração ou algo mais grave. As cartilhas apressaram-se logo a fazer comparações com um penálti assinalado esta época num lance ‘igual’, diziam eles, mas que era bem diferente no fator principal a analisar: atingiu ou não a cabeça. A ‘guerrinha’ dos rivais cumpriu a sua missão, pressionar a opinião pública ao ponto de cegarem todos aqueles que olhavam para o lance e viam tudo, menos a realidade. Uma boa decisão, perante a realidade das imagens, foi transformada num erro grave perante a opinião pública. Afinal, quem quer a verdade desportiva?!
