Passar de cavalo para burro
Nunca uma expressão popular foi tão pertinente quando falamos do atual Diretor Técnico Nacional de Arbitragem. No último mandato fazia parte do Conselho de Arbitragem e era a cara nos programas televisivos, onde assistíamos à explicação das decisões mais importantes; agora, assumiu um cargo, sem validação eleitoral, onde se esconde no seu gabinete e emite recomendações aos árbitros que incentiva à discórdia e em nada contribuem para uniformizar critérios. Entre um cargo e outro foi convidado pela lista perdedora para assumir o Conselho de Arbitragem, mas optou por usar esse convite para tentar um lugar na lista vencedora, mas não resultou. É caso para dizer ‘quem tudo quer, tudo perde’. Na arbitragem, nada se renova e tudo se recicla. Teve a paciência de esperar pelo ‘assalto’ ao poder, onde o tiro saiu pela culatra e acabou por aceitar o único cargo que ficou disponível. A garantia do ‘tacho’ obrigou a cumprir alguns requisitos, sendo o mais visível o ‘estar calado’ e, como excelente ‘yes-man’, está a cumprir na íntegra. Os clubes continuam a pactuar com tudo isto, querem mudanças na arbitragem, mas fazem questão de manter e alimentar o círculo vicioso. As críticas são sempre contra os árbitros, curiosamente o único grupo de pessoas que não estão sujeitas a eleições nem à escolha dos clubes. É fácil apontar as armas a quem não controlam, difícil é assumir responsabilidade das escolhas que fazem nas eleições.