Pinheiro salva rei Artur
A nomeação do árbitro para o dérbi foi bem aceite por todos os agentes desportivos. O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol optou pelo nome mais sonante da arbitragem portuguesa, acompanhado por dois dos melhores assistentes e um árbitro internacional para a função de VAR. Uma nomeação inteligente que juntou um nome à qualidade necessária dos restantes elementos da equipa de arbitragem. O dérbi é o exemplo perfeito da importância do VAR no futebol português. Caso não existisse, não estaríamos a falar de um bom trabalho da equipa de arbitragem, mas sim de uma péssima atuação de Artur Soares Dias. João Pinheiro demonstrou que a defesa das leis de jogo é muito mais importante do que defender um nome que, incompreensivelmente, se tornou a ‘marca’ da arbitragem portuguesa. As incidências do jogo foram uma boa oportunidade para o árbitro confirmar todas as suas capacidades e justificar o lugar atribuído no ‘pedestal’ do futebol português, mas o seu desempenho individual ficou muito aquém das expectativas e transmitiu uma mensagem de ‘facilitismo’ aos árbitros mais jovens na progressão das suas carreiras. Era importante saber qual a forma de classificar desempenhos tão diferentes dos elementos da equipa de arbitragem no mesmo jogo. Um árbitro que, a dois metros, não assinala uma infração clara e, mais grave, faz um gesto persistente para mandar jogar! Um árbitro que não assinala um penálti claro e não exibe um cartão vermelho! Que classificação merecia? A dependência dos árbitros em relação ao VAR é o exemplo perfeito de que muitos sabem bem as suas limitações e encontram uma excelente forma de atribuir a culpa (ao VAR) quando os erros acontecem e ficar com o mérito quando o mesmo VAR reverte uma decisão errada.
