Presunção de inocência
Todos os cidadãos têm direito à presunção de inocência, todos menos os árbitros. O país entrou num caos político e desportivo após a justiça entrar novamente em ação. O ambiente que se vive na política e no futebol é tóxico. Suspeitas de corrupção, tráfico de influências, tráfico de droga, fuga ao fisco, crime organizado, ameaças e coação, branqueamento de capitais, sinais exteriores de riqueza, vandalismo, agressões físicas e verbais... seria uma extensa lista de alegados crimes que dominam a nossa política e o desporto. A economia paralela continua a criar riqueza para os verdadeiros ‘ladrões’, enquanto o Zé Povinho fica entretido a discutir a seriedade e a dignidade dos árbitros, influenciados por um qualquer ignorante, muitas vezes sem sequer cometerem erros. A qualidade dos nossos políticos deixa muito a desejar, são impiedosos para os fracos, mas tornam-se uns ‘gatinhos’ perante os fortes na esperança de serem adotados pelo sistema. Vergonha de país onde os políticos têm medo de intervir no desporto para não serem odiados por uma qualquer claque ou adeptos organizados, onde as instituições desportivas continuam a não criar regulamentos que punam de forma impactante todos os prevaricadores e onde a impunidade é ‘lei’. Vivemos num país de extremos, onde o melhor muitas vezes se confunde com o pior, onde o que não presta facilmente se mistura com o essencial. No final do dia, interessa que os alvos sejam sempre os mesmos: Os árbitros.
