Queixas hipócritas

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O futebol português é muito rico em queixinhas hipócritas, sobretudo quando fracassam em campo e procuram culpados externos para entreter os adeptos que, facilmente, se deixam enganar. As famosas newsletters não passam de fogo de vista para desviar atenções em momentos cruciais dos campeonatos, os blogues que não passam de lixeiras a céu aberto cujos profissionais sem rosto são fantoches manobrados para espalhar opiniões sem fundamento legal, muitas vezes mais eficazes que os próprios pontas-de-lança, os quais, em campo, ficam aquém das expetativas. Hipócritas que cometem erros em campo, comprometendo as suas equipas, e depois usam as redes sociais para apontar e criticar hipotéticos erros dos outros, mostrando uma adaptação rápida aos podres do nosso futebol. O campeonato paralelo fora de campo não tem escrúpulos e não produz vencedores, todos perdem e não têm qualquer hesitação em arrastar para o lamaçal a pouca credibilidade que o nosso futebol ainda tem na Europa e no Mundo. A falta de coragem política e institucional torna a sociedade cúmplice da destruição dos valores morais e éticos que o desporto propicia nos países moralmente mais evoluídos, mantendo o nosso na habitual cauda da Europa. Raramente ganhamos em campo, mas fora dele somos uns (falsos) campeões.

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