Regras sem lei

Todos já nos habituámos aos profícuos casos que o futebol português nos brinda ao longo dos anos. Um mundo à parte liderado pela vontade dos clubes e com a passividade das instâncias políticas e desportivas. O futebol jogado foi, há muito tempo, renegado para segundo plano abrindo caminho para o aparecimento de novos protagonistas que açambarcaram toda a atenção mediática não só do futebol, mas do país. A propaganda montada aliada às redes de disseminação são suficientes para hipnotizar os mais emotivos, ao mesmo tempo que amedrontam aqueles que continuamente se demitem das suas responsabilidades. No futebol não há limites, criam-se regulamentos que proíbem o uso de indumentárias associadas aos clubes e nada fazem para proibir o acesso aos selvagens que cospem adultos e crianças. Criam-se regulamentos que proíbem os jornalistas de fazerem perguntas sob ameaça de serem punidos. Curiosamente os mesmos que questionam o motivo dos árbitros não irem às entrevistas rápidas são aqueles que ficam ofendidos com as perguntas dos jornalistas. Os regulamentos são criados à medida dos clubes. Será que ninguém os lê antes de serem votados em assembleia geral? Pelo nível do choque de algumas personalidades, impõe-se outra questão: afinal o que andam a fazer nas vossas funções?

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