Risco das Elites
Em semana de nomeação para um clássico, o Conselho de Arbitragem terá a responsabilidade de escolher um árbitro pela sua qualidade/mérito e não se refugiar nos nomes mais sonantes. Em anos anteriores, os nomes mais fortes seriam sempre Jorge Sousa ou Artur Soares Dias. Atualmente, outros árbitros têm demonstrado capacidades que os colocam no lote dos nomeáveis. Jorge Sousa, ainda árbitro FIFA, tem ‘passeado’ a sua insígnia somente na função de VAR. O ‘desaparecimento’ precoce dos relvados terá certamente uma justificação; o que não se entende é ter sido novamente indicado para árbitro FIFA quando nas últimas épocas tem estado fora das nomeações, ao ponto de não atingir o número mínimo de jogos para ser classificado. Quanto a Artur Soares Dias, árbitro de Elite, o seu último jogo ficou marcado por erros graves, pouco ou nada escrutinados, que obrigam o Conselho de Arbitragem a um esclarecimento, abdicando da habitual proteção. Houve um golo mal anulado, transformado numa falta atacante inexistente, beneficiando claramente o infrator, quando é o guarda-redes quem agarra de forma clara a camisola do avançado. O final do jogo fica também marcado por uma decisão incompreensível, onde o árbitro, após o remate de um jogador para a baliza deserta, termina o jogo momentos antes de a bola entrar e ser obtido o golo. Ambas as equipas têm razões para contestar as decisões tomadas mas, não sendo nenhum dos chamados ‘grandes’, estes erros passam entre os ‘pingos da chuva’, permitindo a alguns árbitros continuarem a errar impunemente. Um desempenho destes na Liga dos Campeões seria suficiente para acabar o estado de graça de qualquer árbitro de Elite. Em Portugal não se passa nada e quem foi prejudicado continua impotente.
