Silêncio dos culpados

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A bandeira branca foi hasteada em nome da corrida pelos cargos mais importantes na gestão do futebol português. Esta é a realidade atual de algumas instituições do futebol depois de muitos anos em que assistimos a uma guerra de egos sedentos de poder. A proximidade das eleições para a Federação Portuguesa de Futebol e a forma como todo o processo se desenrola é claramente 'impeditivo' de uma tomada de posição séria e isenta que evite um retrocesso para a realidade dos anos 80, quando valia tudo para ganhar campeonatos. Em pleno século XXI, as armas são mais sofisticadas, usam os tribunais para reverter castigos, providências cautelares para permitir que os infratores continuem de peito cheio a encarar e provocar tudo, e todos e nem uma palavra dos auto-intitulados 'gestores de ouro' do futebol. Esta época tem sido produtiva em guerras de bastidores, em que todos se movimentam num lamaçal de interesses, iludidos que a sua palavra é mais importante do que a palavra dos outros, mas no final andam todos a ser enganados através de discursos elaborados, pelos sorrisos rasgados, pelas pancadinhas nas costas e por abraços revigorantes. Só isso vai garantido que a orquestra continue a tocar as músicas que cada um quer ouvir, enquanto o barco vai afundando... O problema do futebol português não é a credibilidade dos árbitros – esses erram como todos os outros –, é, isso sim, a falta de coragem de quem tem responsabilidade de intervir e não o faz com medo de perder o estatuto.

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