Temporada atípica
Terminou o campeonato mais longo da história do futebol após uma paragem forçada devido à pandemia. Era imperativo o reinício da Liga numa sociedade que respira futebol. A paragem, por questões de saúde pública, serviu para todos nós refletirmos sobre o que realmente é importante e contribuiu para uma alteração de comportamentos bem patente na reta final. A arbitragem deixou de ser o foco principal dos adeptos e de alguns comentadores que entretanto desapareceram do contexto desportivo sem deixarem saudade. A estrutura da arbitragem adaptou-se à nova realidade e viu o seu quadro de árbitros ‘crescer’, não a nível quantitativo, mas sim porque as competições profissionais ficaram reduzidas à Liga principal. O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol aproveitou bem essa nova realidade e geriu de forma criteriosa o seu quadro de árbitros. Esta época fica marcada também pela saída de alguns árbitros, que garantiam alguma qualidade nas suas atuações. A próxima época irá ser um desafio para o CA, que deixou de ter árbitros de referência, mas manteve alguns ‘egos apitadores’ que insistem na ilusão de serem os melhores dos melhores. A arbitragem cumpriu a sua função e, apesar dos erros normais, merece um reconhecimento de qualidade. O futuro pertence aos jovens árbitros. Venham eles…
