VAR vs. injustiças
O futebol português entrou em 2019 com uma jornada atípica a meio da semana. Situação pouco comum que ‘confunde’ toda a sociedade desportiva e nos obriga a mudar toda a rotina diária/semanal. Talvez seja por isso que prevaleceu o ‘silêncio’ quanto aos desempenhos dos árbitros. Nos principais campeonatos europeus, esta é uma situação normal e, talvez por isso, as críticas aos árbitros sejam mínimas. Em Portugal, os dias sem futebol são ocupados pelas guerras de comunicação, mantendo o povo entretido, com acusações de quem foi mais ou menos prejudicado. Os árbitros são sempre apontados como os principais culpados das ‘nossas’ derrotas ou das vitórias dos ‘outros’. O campeonato é disputado de segunda a sexta e no fim de semana há quem faça um esforço para ir aos estádios recarregar as munições para a luta semanal. A realidade é que os árbitros erram como qualquer pessoa normal e esta jornada não foi exceção, apesar dos desempenhos globalmente positivos. Em Portimão, tivemos uma situação caricata com uma expulsão (in)justa. A lei é clara e refere que um jogador só deve ser punido por falta grosseira quando "envolva força excessiva ou brutalidade" sobre o adversário. Por outro lado, uma falta negligente é atuar sem ter em conta o perigo ou a consequência. Visualizando as imagens, fica claro que Jonas disputa a bola, tocando-a em simultâneo com o guarda redes "sem ter em conta o perigo ou consequência" e nunca com força excessiva. O cartão vermelho direto não significa só sair do jogo, é uma punição que condena uma atitude pouco digna de um profissional, manchando o seu caráter. É fácil trocar um segundo amarelo por um vermelho quando o efeito (expulsão) é o mesmo. Difícil é apagar um rótulo de agressor a um jogador só para fazer disso um ‘exemplo’.
