Voltou a intimidação e coação

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Enoja-me assistir à passividade dos árbitros quando são intimidados e coagidos, à frente de tudo e todos, sem qualquer tipo de ação. Desconheço quais as indicações do Conselho de Arbitragem ou do Diretor Técnico, mas se for para ‘ignorar’, ‘deixar andar’ ou ‘pode ser’ é permitir voltar ao tempo onde quem berra mais tem sempre vantagens em relação aos outros. Sinto vergonha alheia quando vejo a cara dos árbitros quando tomam uma decisão e quase pedem desculpa pela decisão, quando fazem aquela cara de ‘por favor não me prejudiquem’, quando treinadores/diretores desafiam o 4º árbitro, encarando-os cara a cara, e nada acontece. As jornadas iniciais foram uma amostra que os árbitros são fortes com os mais fracos e demasiado fracos para os mais fortes, muitos deles deviam usar fraldas durante os jogos, não vá terem um descuido pelo pânico que demonstram quando são intimidados e coagidos em pleno relvado. É penoso ver os protestos das ‘vedetas’ passarem impunes, mas, quando são jogadores de equipas ‘pequenas’, a autoridade aparece e os cartões até saltam do bolso como se tivessem vida própria. A dignidade deve ser preservada, independentemente se acertam ou não numa decisão e tem de haver uma fronteira da decência que não deve ser ultrapassada. A imagem do futebol português não se limita às vendas milionárias ou aos custos astronómicos gastos em eventos para promoverem egos, a dignidade do jogo tem de ser preservada e isso depende também dos árbitros. 

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