Eles vêm ou não vêm?

Adicione como fonte preferencial no Google

Pode ser que quando este texto for publicado o FC Porto já tenha confirmado a aquisição de, pelo menos, um dos dois médios que vem cobiçando em todo o 'defeso' e cuja consumação se diz estar dia a dia presa por detalhes: o médio defensivo argentino Alan Varela e o médio ofensivo espanhol Nico González. Pessoalmente, nunca vi jogar qualquer um deles e portanto desconheço em absoluto o respectivo valor. O que sei, como aqui venho escrevendo, é que o que existe actualmente no meio-campo portista é um absoluto deserto de qualidade, com a notável excepção de Otávio. Não me admira nada que a 'aposta' em Grujic se tenha saldado por um indisfarçável fiasco contra o Cardiff City, porque nós, que seguimos atentamente o FC Porto desde sempre, sabemos que o Grujic, por muito que se esforce, nunca sairá da mediania e nunca arrancará mais do que um jogo bom em cada quatro. E o mesmo se diga da 'aposta' na impossível ressurreição - ou melhor, renascimento - de Romário Baró, porque jamais um mau jogador se transformará em bom apenas por vontade do próprio ou insistência do treinador. As coisas são como são e, por isso, no pé em que elas estão, venha quem vier e chame-se Varela ou González, sempre é uma luz de esperança que se acende na escuridão daquele miolo portista. Agora, o risco é grande e, sobretudo, no caso do catalão Nico González, parece-me que quem faz um bom negócio é o Barcelona: livra-se de um excedentário que até se dispensou de testar na pré-época e, em vez do empréstimo de que se falava inicialmente, vende-o por 8 milhões, mais uns pózinhos, e depois fica a ver - se ele não provar no FC Porto, despachou-o e bem; se, pelo contrário, se revelar de categoria, o Barcelona salvaguardou o direito de o recomprar e não será por nenhuma fortuna.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder