Galeno: crime e milagre

1- Nesta terrível época para os adeptos a que chamam defeso, temi dia após dia pela notícia da venda de Galeno, que me parecia inevitável, sendo ele um dos melhores, se não o melhor, extremo-esquerdo em exibição na Europa. Mas miraculosamente ele escapou aos radares dos tubarões europeus e nas últimas horas do mercado das arábias caíu fora da alçada do Al-Ittihad, a quem já estava vendido por 50 milhões. Podemos respirar de alívio? Ainda não: a benefício dos senhores 'empresários', mantêm-se ainda abertos mercados com capacidade para mais um assalto, como os do Qatar, Turquia ou Rússia. E para que quererão eles Galeno - para defesa esquerdo, como o treinador do FC Porto? Seguramente que não, ninguém, nem os árabes, dão 50 milhões por um lateral. Talvez agora André Villas-Boas, que foi um treinador com um sucesso retumbante no FC Porto, possa explicar a Vítor Bruno que enquanto se mantiver o milagre de poder contar com Galeno não pode ser para o crime continuado de o colocar a lateral, mas sim no seu lugar lá na frente, onde ele é o que resta do ataque portista da época passada. Temos para a posição de lateral-esquerdo, e na ausência de Zaidu (que espero não seja eterna, como a de Marcano, que já dura há mais de um ano), quer João Mário, quer Martim Fernandes, qualquer deles podendo alternar entra a esquerda e a direita, e temos, claro, Wendel, que tem lugar na seleção do Brasil mas não na selecção de Vítor Bruno. E agora também Francisco Moura.

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