Teremos sempre o 5-0....
1- Para ser sincero, acho que não houve falta sobre o Francisco Conceição no penálti revertido no Estoril ou, pelo menos, que ele não foi evidente. Em contrapartida, também penso que, se fosse assinalado a favor do Benfica, o VAR e o árbitro não o teriam revertido, como se viu pelos penáltis do Benfica frente ao Chaves. Como também teriam anulado o golo da vitória do Benfica sobre o Chaves por fora de jogo posicional, se o golo tivesse sido do Porto. Porque, neste campeonato, para além dos erros próprios, perdi a conta às decisões dos VAR que foram sistematicamente contra os portistas e que custaram pontos preciosos. Isto dito, resta a análise fria dos factos: em quatro jogos contra o Estoril – cujo orçamento está para o do Porto como o do Arsenal estava contra o nosso –perdemos três. Não é azar, é incompetência. Como incompetência é dominar por sistema na posse de bola e em todas as estatísticas de ataque e não traduzir isso tudo em oportunidades de golo ou, simplesmente, em remates à baliza. Como incompetência gritante é a cobrança de bolas paradas – desde os penáltis, quer na marcação, quer na defesa, como se viu contra o Arsenal – até aos cantos ou à cobrança dos livres próximos da área, que chega a ser anedótica. Como ainda não é azar, mas incompetência, a incapacidade de Sérgio Conceição para mexer na equipa a tempo e para melhor, mesmo quando assiste a recorrentes exibições de Pêpê que nada acrescentam ao jogo da equipa, apenas estéreis exercícios de egoísmo individual. Enfim, resta lutar pela Taça e pelo terceiro lugar, agora que temos o Braga a morder-nos os calcanhares e à espera de nos enfrentar no último jogo do campeonato. E resta a memória dos 5-0 ao Benfica, talvez a única recordação boa que levaremos desta desastrada época.