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Um clube livre, porém acossado
Com menos de 20% dos votos, Pinto da Costa escolheu sair pela porta dos fundos. Merecia? Não, mas pôs-se a jeito. Ele e todos os que o empurraram para uma campanha feita de golpes baixos, de jogadas sujas, de manobras infames com que julgava poder ainda enganar os tolos que imaginou seriam a maioria dos sócios do FC Porto
1- Há muitos anos, John F. Kennedy escreveu que "os que tornam impossível a revolução pacífica tornam inevitável a revolução violenta". Embora de forma absolutamente pacífica e exemplar, foi de facto, uma espécie de revolução violenta aquela que pôs fim a 42 anos de poder absoluto de Pinto da Costa no F.C. Porto. Todos os sinais estavam no ar para quem tivesse a inteligência, a lucidez e a sensibilidade de querer ver que o ciclo se tinha esgotado e de que as manobras desesperadas de prolongar ainda mais um reinado podre e exaurido apenas conduziriam ao desastre e humilhação. Mas nunca hei-de compreender - seja na política, no futebol ou em tudo o resto - não apenas a incapacidade de os ditadores solitários compreenderem esses sinais, como também o seu patético estrebuchar agarrados ao último sopro de poder, fazendo dele e disso a sua única razão de viver e de contemplar o extraordinário espectáculo do mundo.
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