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Y arriba España!
O futebol de hoje é repetitivo, monótono, aborrecido. É preciso, de vez em quando, aparecerem uns miúdos que ainda não foram domesticados pelos treinadores, como Nico Williams ou Lamine Yamal, para nos recordarmos do tempo em que o talento individual e o risco ainda faziam parte da estratégia
Eu faço parte daquele grupo minoritário de portugueses que admira e gosta da Espanha, sem complexos de superioridade nem de inferioridade. Gosto da história, da pintura, da arquitectura, da literatura, da cozinha, das tradições, da personalidade e da arte de viver dos espanhóis. E, no desporto, admiro a sua atitude de em lugar de se ficarem pelo fadinho das vitórias morais, a lastimarem azares ou perseguições alheias, preferirem ir à raiz dos problemas, entenderem porque perderam e logo voltarem, diferentes e melhores, em busca da desforra e das vitórias. É assim no automobilismo, no ciclismo, no ténis, no basquetebol, no futebol, modalidades onde hoje a Espanha se bate de igual para igual com qualquer potência mundial.
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