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Grande tema este de Zeca Afonso ('Venham mais cinco') que soou nos meus ouvidos quando acabou o jogo com o Chaves no Dragão. Este penta de golos foi demolidor, com ritmo, com garra, com determinação de quem não quer soluçar na sua história recente de dois títulos conquistados.
Todos jogaram bem, Otávio inclusive, que, apesar do talento conhecido, não tem conseguido fazer dez jogos seguidos a este nível. Talvez seja desta, assim espero, para gáudio de toda a bancada, embora tenha uma secreta preferência pela classe de Óliver. Talento têm os dois, mas garra e classe são adjetivos não simultâneos nestes dois jogadores.
Sérgio Oliveira está enorme, este dragão tem de ser mantido para sempre no nosso clube. Ele é um verdadeiro 'português suave', com nicotina de jogo que vicia, com filtro, com chama, com 'Porto' no coração. A Diogo Leite espero sinceramente que faça duas mãos-cheias de jogos seguidos sem falhas, para o tornar um grande jogador de tenra idade. Gosto deste miúdo, Felipe que o ajude.
Está visto que o Porto em casa manda e continuará a mandar, falta a este Porto que corrija a timidez que por vezes aparece quando joga fora. Lembrem-se sempre dos cinco na Luz (numa saudosa Supertaça). Conceição sabe como os ensinar a chegarem lá, basta que todos acreditem. Vamos agora a Belém, ou melhor, regressamos ao Jamor para retificar a última estada lá (a derrota na Taça de Portugal contra o Braga). Este Belenenses de Silas merece uma pintura a pastel. É uma equipa digna, arrumada, com exigência de posse de bola, à imagem do treinador. Aqui teremos o primeiro grande teste da época.
Pelo que leio, o Porto jogará no Jamor com cerca de 12 mil Dragões nas bancadas. Tão importante tem sido para esta equipa de Sérgio Conceição o mar azul que a ladeia em todos os estádios. A nossa claque é profissional. Apoia, acompanha, canta, dá alegria ao jogo. Para ser perfeita bastará eliminar os petardos imbecis que de estéticos não têm nada. Lanço o desfio a Fernando Madureira. Ele como ninguém sabe o que deve fazer para que o Porto tenha uma claque imaculada, tornando-a um exemplo para desordeiros de outros clubes que invadem Alcochete ou imitam cânticos de very-lights em estádios.
Levem apenas as vossas músicas e as vossas palmas para dentro do estádio. O futebol não precisa de mais!