A gestão de Vitória

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O Benfica venceu o Zenit. Os adeptos estão eufóricos. É nestes momentos que é preciso sublinhar uma dura verdade: este plantel do Benfica é o mais pobre dos últimos anos. Rui Vitória está a conseguir milagres com uma equipa sem alternativas às primeiras figuras, quando estas se lesionam ou cumprem castigo. O resto de fevereiro e o início de março vão deixar bem clara a carência de meios que Rui Vitória disfarça tão bem.

Esta pobreza franciscana sente-se principalmente na defesa. Mesmo frente a uma equipa sem ritmo para pressionar como é este Zenit (o da segunda mão já será mais solto), a defesa do Benfica mostrou dificuldades na saída de bola para o ataque. Nenhum dos centrais tem segurança para fazer passes que rompam linhas. Eliseu disfarça a falta de velocidade com muita manha, mas não é lateral para uma equipa de topo. André Almeida é um excelente profissional, que qualquer treinador quer no plantel, mas o lugar onde mais rende é o de trinco. O castigo de André Almeida permitirá o regresso à titularidade de Nélson Semedo no terreno russo. Essa será uma boa novidade para o Benfica, com a criatividade que pode desequilibrar defesas vinda de trás.

Em suma, o Benfica até pode ultrapassar esta equipa russa, com boas individualidades e grandes deficiências coletivas. Mas não tem plantel para se manter candidato a títulos na frente interna e externa para lá de março. Rui Vitória garante que não vai gerir o plantel. Que plantel tem ele para gerir?

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