Cimento de campeões
Desenganem-se os que acham ser Luisão um jogador facilmente substituível no Benfica. Não é dentro de campo apenas que as grandes referências de um balneário fazem sentir a sua ação positiva. Sem Luisão, quem vai passar aos que chegam as marcas da cultura de um clube campeão? O Benfica reencontrou-se com os títulos, mas ainda não encontra o equilíbrio necessário à retenção de um núcleo duro de jogadores, em torno do qual tudo ficará mais fácil para valorizar os novos reforços.
Se esse núcleo for constituído por jogadores portugueses, formados no clube, ainda se encontrará maior eficácia.
O que aqui se escreve a propósito do Benfica é igualmente válido para FC Porto e Sporting.
Dos três grandes portugueses, parece ser o Sporting quem está mais perto de atingir o objetivo. Com Adrien e Patrício como cimento para a construção de grupos capazes de ganhar títulos. Mas agosto ainda tem muitos dias de negócio pela frente.
As batatas mais quentes, nas saídas e entradas, estão nas mãos do presidente do Sporting. Quantos pontas-de-lança existem com a capacidade de concretização de Slimani? Poucos. E nenhum a que o Sporting possa chegar. Manter Slimani, motivar Slimani, eis o maior desafio atual para Bruno de Carvalho. No Dragão também mora um goleador que faz a diferença. Nos melhores tempos de Pinto da Costa, André Silva não teria começado a época sem forte melhoria do contrato. Não aconteceu. E agora as maiores aves de rapina europeias sobrevoam um dragão a precisar imenso de estabilidade e sossego.
