Deixem o Tiago Tomás jogar
Com o Sporting a arrancar uma vitória nos minutos finais, muitos poderão falar da genialidade de Rúben Amorim, que vê dois dos três golos marcados por jogadores que saíram do banco. O técnico do Sporting é um talento com estrelinha, mas o jogo de ontem acentua um equívoco que, por tão repetido, ameaça passar a teimosia perversa. Jovane a jogar no centro é pouco útil. Mas continua como primeira opção no centro, teimosamente. Se, por uma razão desconhecida, mas legítima, Amorim não aposta, nesta fase da época, num ponta-de-lança tradicional como Sporar, então tem Tiago Tomás como excelente solução para o lugar. O miúdo mostra uma extraordinária relação com a bola, descobre espaços para desmarcações excelentes, faz girar a bola. E sabe meter golos. Condenar Tiago Tomás ao degredo no banco e depois nos terrenos recuados da direita é quase um crime de lesa-futebol. Mas Amorim insiste, compromete o futuro de um grande talento, e será genial enquanto for ganhando.
