De olhos na bola

Octávio Ribeiro
Octávio Ribeiro Diretor-geral da Cofina

Desbrunizar é preciso!

O Sporting já tem novo diretor-geral, novo porta-voz, renovadas promessas de bom comportamento do chefe Bruno. Perante esta aparência construtiva, pouco importa se tem o novo diretor Inácio, mas não sabe se ainda tem alguns dos seus principais jogadores; se tem a grave voz de Fernando Correia (já tinha saudades de o ouvir decretar pena de silêncio aos jornalistas), mas desconhece-se se vai ter dinheiro para selar os pesados compromissos.

Hoje, está prometido, é o dia ‘B’ em Alvalade. Veremos como se passa mais um dia deste Bruno de Carvalho agarrado ao poder, aos segredos e à informação financeira, que o poderão comprometer.

O caminho para Bruno de Carvalho será sempre a descer até ao valor facial da sua irrelevância, de onde nunca deveria ter saído. A decadência destas estrelas cadentes é tão rápida como a das que rasgam os céus. Antes que Bruno se apague, cabe formular três desejos:

Que o Sporting reencontre o rumo e não entre numa rota de belenensização. Que os sportinguistas encontrem uma gestão onde a liderança tenha paixão clubística, mas também bom senso, moderação, clarividência e honestidade. Que o plantel do futebol profissional mantenha qualidade para se bater com os outros dois grandes e possa aspirar a conquistar títulos, com as bancadas repletas de sonho e esperança.

O dirigismo desportivo enferma no mesmo mal da atividade política. Num e noutro campo, as convicções clubísticas ou ideológicas não são suficientes para atrair os melhores, mais aptos, bem preparados. Num como no outro caso, os momentos de maior crise levam algumas figuras, por espírito de missão, a sair do remanso das suas vidas profissionais privadas para darem o peito às balas da responsabilização coletiva. Do escrutínio público severo. Do grave risco de falhanço.

A situação que se vive no Sporting deveria ser apelo bastante para que alguns dos melhores sportinguistas se entendam a fim de endireitar o clube.

O fenómeno Bruno de Carvalho só foi possível depois de anos de decadência e gestão duvidosa, com o pináculo na presidência de Godinho Lopes e de um seu inenarrável vice, ex-agente da PJ.

A última vez que alguém se candidatou ao Sporting com um par de ideias claras e sem demagogias ou utopias foi em 2013. Então, José Couceiro prometeu falar verdade aos sócios, mas os sportinguistas só lhe deram 45% dos votos e elegeram o flibusteiro Bruno de Carvalho.

Agora, muitos se viram de novo para Couceiro. É sportinguista, inteligente, sério, e manifesta saúde mental acima da média. Seria uma boa solução para pegar no leme do clube e da SAD, nesta fase conturbada. Outros haverá, também aptos. Urge que alguém dê um passo em frente. Que, de forma honesta e profissional, aponte um caminho de união e construção aos sportinguistas.

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