De olhos na bola

Octávio Ribeiro
Octávio Ribeiro Jornalista

Euforia e depressão

Águias, atenção à euforia. O próximo adversário é um conjunto sólido e muito bem montado por Pedro Martins. Este Vitória de Guimarães é corajoso, rápido, objetivo. Tem capacidade para fazer golos em contra pé. Pode estragar qualquer festa, em qualquer estádio. Claro que o único grande sem problemas de identidade é favoritíssimo, mas nunca fiando, quando do outro lado estão jogadores de qualidade, com um refinado sentido coletivo.

Problemas de identidade, eis um conceito que se aplica bem, por estes dias, em Alvalade e no Dragão. No caso do FC Porto, o clube português com melhor plantel, a gestão técnica de Nuno Espírito Santo deixou muito a desejar. Já aqui referi o dano lesa-futebol que tem sido a utilização de André Silva. Um dos maiores talentos no ataque à baliza, primeiro, foi sacrificado numa excessiva movimentação em campo, motivada pela falta de extremos. Quando voltaram os extremos, André Silva cedeu espaço a Soares, sem que sequer tenha sido bem trabalhada a coexistência de dois matadores na frente.

Pelo discurso titubeante de toda a época, falam as palavras de Nuno após o empate no Marítimo. O rival só ia jogar no dia seguinte a um campo dificílimo. O que disse o técnico do Porto sobre isso? Nada. Quando lhe bastava o eficaz – só amanhã se verá se perdemos pontos ou ganhámos. Simples. E um elogio motivador ao Rio Ave também não ficaria mal.

Com Nuno de saída, muitos falam de Jesus como preferido de Pinto da Costa. Talvez seja, mas Jesus não abandonará Alvalade sem uma indemnização milionária. Pinto da Costa não pode replicar a loucura de Bruno de Carvalho. No Dragão não há dinheiro para pagar a um treinador o que não se paga a um ponta-de-lança.
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