Fejsa, o cofre da Luz
Só hoje se saberá se a entrada violenta sobre Fejsa o vai afastar do clássico do próximo fim de semana. Rui Vitória não escondeu alguma irritação quando, ontem na conferência de imprensa, a CMTV insistiu com a lesão de Fejsa, depois do técnico já ter desvalorizado a situação.
Ninguém melhor do que Vitória sabe a relevância que Fejsa tem neste Benfica. Estamos perante o melhor médio defensivo a atuar no campeonato português. Fejsa não é um trinco, é um inteiro cofre forte.
Só a frequência com que se lesiona (neste caso foi uma entrada de pitons ao tornozelo) pôde afastar o sérvio das equipas mais ricas da Europa.
É um regalo ver jogar um pêndulo assim. Adivinha por onde a bola vai sair para o ataque adversário. Encurta espaços e só desarma em falta nos casos de extrema necessidade. Com a bola nos pés, quase não falha passes e escolhe muito bem o alvo de cada toque na bola.
Com Fejsa em campo, o Benfica tem dimensão europeia, sem o sérvio, perde-a em larga medida.
Só há um jogador difícil de substituir nesta máquina benfiquista que Rui Vitória criou. Esse jogador, quase insubstituível, é Fejsa.
Daí a irritação do técnico, quando pressionado com o nome de Fejsa. Se hoje for confirmada uma lesão que retire este perna longa do embate no Dragão, o Benfica tem um problema bicudo para resolver. Rui Vitória poderá recorrer a Samaris ou a André Almeida, ambos briosos jogadores. Mas nem os dois juntos matariam tantos lances de ataque como Fejsa sozinho.
Sem o enorme Fejsa em campo, qualquer grande equipa europeia, rotinada com a sua ocupação de espaços, ficaria mais fraca.
O Benfica não será excepção.
