Fernando Santos, o melhor de 2016!

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Fernando Santos foi ontem eleito o melhor selecionador do Mundo, em 2016. É mais do que merecido. E também a FIFA deverá fazer, em janeiro, a justiça de eleger o líder da seleção portuguesa como treinador do ano de 2016. Zidane mostrou competência em Madrid? Sim. Mas com um plantel como o do Real, ao treinador pede-se apenas que não estrague. E convém recordar que o campeão espanhol foi o Barcelona.

Quanto a Ranieri, de facto conseguiu o feito de levar o Leicester ao título de campeão inglês, é certo. Mas esta época, caiu na realidade. Com muito mais dinheiro e reforços, o Leicester lá anda pelos baixios da tabela, com risco mesmo de cair para o segundo escalão. Acresce que não é facto inédito um clube modesto tornar-se um epifenómeno num campeonato equilibrado e que redistribui as receitas de televisão.

Já Fernando Santos, com uma seleção que nunca ganhara nada na sua História, com uma equipa traumatizada pelos últimos tempos do anterior selecionador e por um Mundial vergonhoso, chegou a França, disse que ia para vencer e venceu.

Soube gerir a sua principal estrela como nenhum técnico anterior conseguiu. Soube transformar jogadores médios em craques que faziam peito contra os maiores da Europa. Contra a própria França a jogar em casa.

A prolongada união conseguida num grupo extenso de jogadores (onde a maioria é formada pelos que não têm a benesse de integrar o onze titular), o realismo da tática, a eficácia pragmática das palavras, a forma como ousou arriscar o ridículo quando disse que só saia de França no dia após a final. Tudo argumentos imbatíveis para levar Fernando Santos ao lugar cimeiro dos técnicos mundiais de 2016.

Face ao perfil e resultados dos outros candidatos, seria uma profunda injustiça qualquer outra decisão.

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