O efeito Zenit
Os benfiquistas que querem o tricampeonato, hoje deveriam discretamente puxar pelo Zenit. Em bom rigor, o Benfica não tem plantel sequer para ser campeão nacional, quanto mais para andar pela Europa já março adentro. Se o Benfica passar o milionário russo, será muito mais provável uma perda de pontos na frente interna, mesmo contra equipas de média dimensão. Estaremos cá para ver.
Se Rui Vitória levar este grupo de jogadores ao título, Luís Filipe Vieira provará a sua tese: o que importa é uma estrutura forte, competente, coesa, e não um cérebro egocêntrico, que se julga o único condutor capaz para Ferraris. A partir desta época, caso o clube saia vitorioso, voltará a ouvir-se a certeira máxima de Mário Wilson, vai para 40 anos – quem treinar o Benfica arrisca-se a ser campeão.
Jesus é um técnico competente. O Sporting está ainda na corrida pelo título, mas, caso não o conquiste, o efeito de encantamento tenderá a terminar. Lá começarão os sportinguistas a lembrar a forma como saiu Marco Silva, como o salário que Jesus aufere e que daria para dois excelentes pontas-de-lança.
O futebol é assim, como Jesus sabe tão bem como os melhores. Em Alvalade, esta época, dificilmente haverá meio termo. Ou há bestiais, ou haverá bestas. Tudo depende do que se passar nas próximas jornadas. Sporting e Benfica, ainda ambos poderão perder pontos, mas o balanço para o título já corre pelo lado do Benfica. A não ser que o gelo russo faça das suas.
Hoje é dia de os benfiquistas puxarem pelo Zenit; e de os sportinguistas torcerem pelo Benfica.
