O espetáculo do vídeo-árbitro

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Com os lances de bola na mão e mão na bola do passado domingo, voltou em força o tema dos meios tecnológicos auxiliares ao juízo do árbitro. Defendo publicamente essa utilização desde 1989. Mas neste caminho não há cristãos novos. Todos os que mudam de posição e percebem que, de facto, a paixão pelo futebol não depende da discussão em torno do erro grosseiro do árbitro são sempre bem vindos.

No campo contrário, o dos que defendem que guímaros e silvas fazem parte da beleza do espetáculo, está gente de enorme qualidade – aí tenho grandes amigos e figuras que respeito, até como juristas . A todos vou convidando a seguir com atenção os jogos de râguebi de topo ou de futebol americano. Estes desportos, com bastantes pontos de analogia com o futebol, já dispõem de vídeo-árbitros.

Pelos estádios a abarrotar e emoção gerada, não se vislumbra qualquer quebra de paixão por, em momentos de particular sensibilidade, ou a pedido do líder de cada equipa (que têm essa faculdade limitada a frequência aceitável), o árbitro de campo pedir o auxílio das imagens televisivas.

Com o lance repetido de todos os ângulos possíveis; e com os espetadores no estádio, a seguirem os lances nos ecrãs gigantes, a decisão torna-se mais justa. Mais aproximada do que, de facto, se passou.

Há os que evocam o princípio da igualdade para travar os tempos. Estes dizem não haver meios para espalhar por todos os estádios da competição interna. Pois não. Então os jogos são todos iguais? E os jogadores, também?

E descansem os que temem que, um dia, o homem seja uma peça obsoleta. Nunca será! Nem mesmo as melhores câmaras resolvem todos as dúvidas de todos os lances. Então sim, nessas situações, tem de prevalecer o julgamento inicial do árbitro de campo.

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