O milagre de Conceição

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Não há palavras para descrever a emoção sentida com esta passagem do FC Porto na Liga do Campeões. O Leitor sabe que classifico este plantel dos portistas como muito curto e desequilibrado, que sou muito crítico da qualidade de alguns jogadores titulares, em especial na defesa. Mas todas as carências foram ultrapassadas, num jogo que entra para a lenda que o FC Porto começou a escrever no início dos anos oitenta do século passado. A primeira final europeia foi exactamente frente à Juventus, ainda Pedroto era vivo, e o Porto perdeu por 2-1. A ambição de conquista já lá estava toda, apesar do grande timoneiro se encontrar irremediavelmente doente. A base desse plantel levou à conquista do título maior, em Viena. Sob a liderança de Pinto da Costa, o FC Porto não mais perdeu esta vocação para ser forte com os mais fortes. É o único clube que nas últimas largas décadas nos conseguiu dar alegrias europeias. É preciso já ter somado muitos anos de vida para recordar as vitórias benfiquistas. Esperemos que o futuro nos traga um Benfica europeu, tão prometido por Vieira; ou um Sporting capaz de vencer na Europa, com que ninguém já sonha. Por agora, a única esperança é sempre o FC Porto. Mesmo com um plantel que não faz jus ao passado e à ambição do seu técnico.       

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