O milagre dos treinadores portugueses
O que os jogos das equipas grandes mostraram, nesta Taça da Liga, foi o bom futebol que se joga no segundo escalão nacional. Equipas bem organizadas, bem trabalhadas fisicamente, com muitos executantes ao nível dos emblemas da segunda metade da tabela do escalão principal. Tudo isto é quase um milagre se pensarmos na míngua de receitas e nos custos logísticos de um campeonato que vai de Norte a Sul e Madeira. Se a isto juntarmos o mais relevante argumento: os salários que são pagos aos jogadores, o milagre torna-se imenso. As remunerações nos clubes pequenos e médios sofreram em Portugal uma significativa quebra com a globalização ditada pela ‘lei Bosman’. E com a avidez fiscal que não reconhece o papel exportador do futebol.
