Octávio Ribeiro
Octávio Ribeiro Diretor-geral da Cofina

Pelo futuro do Sporting

Na grande entrevista que Octávio Machado concedeu à CMTV, o excelente e agressivo trabalho do jornalista João Ferreira permitiu que o momento se transformasse num valioso legado que Octávio deixa ao futuro do Sporting. De forma muito excepcional, em quase meio século de carreira, ficou muito pouco por dizer. O jornalista fez um excelente trabalho, mas, quem conhece bem Octávio Machado sabe que este duro homem do futebol e da agricultura só vai onde quer. Octávio expôs-se para bem do grupo de trabalho que serviu até há pouco.

A necessidade de união. O combate às fugas de informação, de que diz desconhecer a proveniência. A importância e urgência de um rápido crescimento de Bruno de Carvalho, enquanto líder de um enorme clube. O momento destrutivo vivido em Chaves, quando Bruno de Carvalho, de forma imatura e egoísta, irrompeu pelo balneário, aproveitando a ausência de Jesus, para fustigar verbalmente os jogadores (faltou-lhe dizer que foi um grande atleta chamado Bas Dost que o encaminhou para a porta de saída, de forma musculada). Por último, «Os passarinhos» que deixaram elementos do Benfica circular em zona interdita em pleno Estádio de Alvalade. Tudo Octávio disse, desta vez sem meias palavras, para proveito do futuro de um clube que por duas vezes serviu como enorme profissional.

Claro que, homem leal e grato nas amizades, Octávio poupou em tudo Jorge Jesus. Também Jesus terá ainda de crescer como treinador, na vertente psicológica, para que um grupo por si liderado possa valer mais do que a soma das peças, mesmo que magistralmente colocadas sobre a relva. Jesus tem de aprender a partilhar o sucesso e a apagar-se na glória em benefício dos jogadores que lhe entregam as vitórias. Só assim, com um banho de humildade nos dois líderes, o Sporting poderá aspirar a ser campeão.

Vamos agora aos sinais táticos que nos está a dar este Sporting de pré-época: As derrotas, que nada interessam, nesta fase da época, podem fazer Jesus recuar na ideia de montagem da equipa em torno de três centrais. Seria um enorme erro. Com Coentrão e outros alas capazes de defender e subir até à linha contrária, o Sporting ameaça revolucionar o início do campeonato. Não estamos a falar de nada novo, mas, em Portugal, nenhum grande joga com um esquema base de três centrais, há mais de três décadas. O Chelsea foi campeão com este esquema e a Juventus segue a somar títulos, também fundada na mecânica dos três centrais.

Com a sagacidade dos grandes técnicos portugueses, será muito interessante seguir as evoluções ditadas nos adversários por um Sporting com três centrais.

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